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Ontem a noite nós saímos e na volta estava tão frio que deu pra ver o gelo em cima dos carros. Mas ainda não era neve. Aliás, falando em neve, segundo o jornal local na TV parece que vai nevar essa noite. A previsão é de neve pra essa madrugada, até umas 10 horas da manhã de amanhã. Depois chuva na terça e neve de novo na quarta. Veremos o que dá. Dessa vez eu estou mais ansiosa pra ver neve e estrear minha câmera nova. Amanhã posto fotos.
Boa noite, gente.
Ontem fomos assistir ao balé “Quebra-nozes” (Nutcracker). Esse balé é uma tradição aqui em Bloomington (e provavelmente no resto do país), produzido todos os anos com crianças no elenco. A história é bonitinha, bem infantil mesmo, mas mesmo assim eu achei muito boa. O público desse balé também é bem infantil, claro, então a gente vê muita criança na platéia. O mais legal é ver no final do espetáculo as menininhas ficarem dançando, fazendo de conta que são bailarinas.
Umas fotos do balé (fotos da produção da IU):
Esses ballets, óperas e concertos que a gente assiste são todos aqui na faculdade, no Musical Center deles. As produções são de altíssimo nível, sem falar na música que também é de primeira. Esse ano nós já assistimos um outro balé, o Lago dos Cisnes, e também foi muito MUITO bom.
O ano tá passando depressa demais…
Desde o começo de novembro a gente já ouvia músicas de Natal toda vez que entrávamos em alguma loja, supermercado, shopping, lanchonete, restaurante etc etc. Resumindo, música de Natal pra todo lado. Aí no Brasil a gente conhece e escuta uma meia dúzia de músicas de Natal, mas parece que aqui eles têm centenas, CENTENAS de músicas. E tem música falando de neve, de papai noel, de ceia de natal, de pumpkin pie, das renas do papai noel e por aí vai.
Ano passado eu estava empolgada: aprendi as letras na escola e até cantava junto. Acho que aprendi a letra de pelo menos umas 20 músicas diferentes. Este ano as musiquinhas começaram a me incomodar. Cansei de ouvir as mesmas centenas de músicas, em versões e arranjos diferentes, cantadas em tudo quanto é ritmo – hip hop, rock, salsa, etc.
Mas eu lembrei das músicas porque acabei de receber o e-mail de uma amiga me convidando pra ir na celebração de Natal da Igreja dela. Vai ser uma tarde/noite com jogos diversos, lanches, muita conversa e, é claro, muitas “Christmas carols”. (Aqui nos EUA os americanos chamam essas músicas tradicionais com temas natalinos de “carols”). Então, como eu ia dizendo, a Abby me chamou para ir “caroling” na festinha de Natal da igreja dela. Acho que eu não vou resistir e vou acabar indo….
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Falando em música de Natal, acho que já mostrei esse vídeo pra muita gente, mas de qualquer forma vou repetir.
Esse grupo aí é o Straight No Chaser. Eles se conheceram aqui na Indiana University quando estudaram na escola de música. Agora os caras estão mega conhecidos aqui nos EUA. Ano passado eles vieram aqui em Bloomington, mas a gente tinha ido pro Brasil.
Eles fazem umas versões a cappella bem divertidas, de tudo quanto é tipo de música. O vídeo aí embaixo é uma versão de “12 days of Christmas”, uma das músicas de Natal mais chatas que eu já ouvi. Mas essa versão é excelente. O bacana é que eles colocaram no meio da música vários trechos de outras músicas de Natal (e outras que não são de Natal).
O nosso frio já começou. As temperaturas têm ficado entre 6 e 12 graus Celsius, mas ontem mesmo a temperatura chegou a -1°. Aqui na região onde a gente mora tem muita oscilação de temperaturas, então num dia o tempo está lindo, com sol e super agradável, e no outro a temperatura cai e faz um frio danado. É meio engraçado porque acontece de nevar num dia e no dia seguinte ter sol (vou tirar algumas fotos quando isto acontecer).
Mas o que eu queria dizer era que a gente sabe mesmo que o inverno chegou quando os dias começam ficar mais curtos – e até hoje eu não me acostumei com isso. É estranho acordar de manhã por volta das 8 da manhã e ver que ainda está escuro, e mais estranho ainda você sair de tarde e ver o sol se pôr às 5, 5 e meia da tarde. A impressão que eu tenho é que os meus dias rendem muito menos e que a preguiça toma conta de mim. Agora, por exemplo, ainda são 4:50 da tarde. E já está meio que escurecendo. Quando der 7 da noite eu já vou querer jantar e ir dormir..
O dia de Ação de Graças é sempre celebrado na última quinta-feira do mês. A sexta-feira que segue o dia de Ação de Graças é chamada de Black Friday, a sexta-feira onde praticamente TODAS as lojas nos EUA têm promoções em eletrônicos, roupas, acessórios, etc etc.
Pois bem, hoje é a Black Friday (não sei direito a origem do nome, mas traduzindo seria alguma coisa do tipo “sexta-feira negra”). Muitas lojas abriram 2 da manhã, 3 da manhã, e parece que muita gente passa as madrugadas na fila das lojas, em busca de bons preços, principalmente em eletrônicos. Eu me lembro da minha professora de inglês, ano passado, mencionar como os americanos aproveitam bem essa data. Muita gente passa o ano inteiro juntando dinheiro e esperando as promoções da Black Friday, que são realmente boas – às vezes têm descontos de mais de 50%.
Ano passado na Black Friday, o Julio e eu compramos as câmeras digitais que nós demos de presente pras nossas famílias no Natal. Mas a gente não foi pra fila de nenhuma loja às 2 da manhã não. Compramos online (Viva o Amazon.com!), onde muitas vezes dá pra achar promoções boas também, com a vantagem de não ter que acordar no meio da noite e enfrentar multidões dentro de alguma loja de departamento. Este ano a gente também está fazendo a mesma coisa. Enquanto eu estou aqui atualizando o blog, o Julio está no outro computador finalizando nossas compras: câmera digital, memory card e uma bateria nova pro laptop dele.
Fica a dica: se alguém estiver querendo fazer compras via internet em sites americanos, confiram os preços HOJE. Tem muito CD barato, eletrônicos em geral e até livros.
Bom, como eu já tinha dito no post anterior, minhas amigas e eu resolvemos fazer um jantar em celebração do Dia de Ação de Graças. Ano passado nós também celebramos juntas, numa janta na casa da Agustina. Esse ano o nosso jantar foi na casa da Kelly e o combinado era que cada uma de nós cozinhasse alguma coisa pra levar. Foi bem legal e a Kelly e o David realmente ficaram felizes em nos receber lá. Depois da janta nós ficamos tomando cerveja e conversando. E eu sempre me divirto nessas conversas porque tem sempre uma história engraçada – e o David, marido da Kelly, é uma figura!
Só para o registro (depois vou colocar uma foto aqui): a Kelly cozinhou uma carne de vaca com molho de soja e pimentões, costelinha de porco com um molho mais doce e aspargos. O David comprou molho de cramberry. Eu fiz frango desfiado com cogumelos e creme de leite, e purê de batata. A Soo fez um arroz com camarão e verduras. De sobremesa tivemos frutas, sorvete, eggnog (que é como se fosse uma gemada) e, é claro, a tradicional torta de abóbora.
Na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro, os americanos comemoram o dia de Ação de Graças (thanksgiving, em inglês), que é um dia de agradecimento pelas boas coisas que aconteceram durante o ano. Esse é um feriado muito importante pro pessoal daqui, quase tão importante quanto o Natal. Normalmente os americanos celebram o feriado com orações e uma grande refeição, que não pode faltar peru assado e pumpkin pie (torta de abóbora).
Semana passada a minha amiga Abby — já contei aqui, ela é aquela amiga que eu encontro semanalmente pra estudar uns trechos da bíblia como parte daquele programa para ajudar estrangeiros com inglês, o Friendspeak — … Continuando, a minha amiga Abby me chamou pra ir num jantar antecipado de Ação de Graças na igreja dela. Fomos eu, ela, o marido dela e o parceiro do marido dela.
A janta foi excelente. O Julio estava viajando e eu tinha passado 2 dias comendo só salada de batata com maionese e maça, então eu realmente apreciei uma refeição diferente. haha.. Os pratos eram típicos das celebrações de Ação de Graças: peru assado, purê de batata com um molho tipo madeira, vagem, molho de cramberry (uma frutinha que a gente não tem aí no Brasil), umas batatas doces picadinhas muito boas e um tipo de farofa molhada que eles chamam de stuffing (porque supostamente deveria ser um recheio para o peru, mas eles fazem a farofa bem molhada, cortam em pedaços e fica como um acompanhamento da refeição). De sobremesa eu comi um pedaço gigante de torta de abóbora, uma da melhores sobremesas que eu já comi.
O dia oficial de Ação de Graças, como eu já disse aí no começo, é só na próxima quinta-feira. E eu e as minhas amigas Kelly e Soo também estamos planejando uma janta pra celebrar. Mas na nossa janta vai ser tudo atípico, com uma possível mistureba de comida coreana, chinesa, brasileira e alguma coisa de americana. Depois conto aqui como foi.
Estou aqui, no meio da tarde, ouvindo uma sinfonia de corvos.
Quando os corvos estão sozinhos eles nem são muito assustadores. É só um pássaro preto e grande, muito escandaloso. Mas os corvos gostam mesmo é de andar em bandos, bandos enormes, gritando todos ao mesmo tempo, por horas a fio. Eu nunca fui muito com a cara deles não, porque eu tenho a impressão de que eles são umas aves meio malignas… hahaha
Mas então, aqui do lado da minha janela tem uma espécie de “paredão” de arvores, uma fileira mesmo. Agora que as árvores secaram e tudo está começando a ficar monocromático, eu ganho novos vizinhos. Já tem mais de uma semana que um bando enorme de corvos se mudou pras árvores aqui do lado. E eles ficam bem na pontinha dos galhos, no topo das árvores, como na foto aí em cima. Imaginem então a cena, hoje de manhã: frio, céu cinza, a grama começando a secar, as árvores sem folha, neblina (muita mesmo, daquelas que você não consegue ver mais de um metro na sua frente) e uns 500 corvos gritando. Não dá pra ficar com medo?
Estou empenhada em gravar os gritos deles pra postar aqui pra vocês. hehehehe
Beijos, escrevo mais depois.
Chegando de novo em casa depois das férias no Brasil
Como muita gente deve saber, ano passado nós fomos para o Brasil passar o natal e o ano novo, e eu acabei ficando até o final de janeiro. O Julio voltou antes, mas eu dei uma esticadinha na minha estada. Eu já estava super cansada de ficar fora da MINHA casa e já estava cansando do calor insuportável de Ituiutaba. Voltei, então, felizinha para o inverno de Bloomington. Cheguei aqui realmente animada, cheia de planos para 2009. E o primeiro dos planos era voltar a estudar francês, coisa que eu tinha começado a fazer há uns 3 anos atrás quando ainda estava em Ituiutaba mas não tinha levado adiante. Peguei meus livrinhos, baixei algumas coisas na internet e comecei a estudar. E continuo estudando.
O Julio quer me mandar pra passar uma temporada no Canadá qualquer dia desses. Alguém anima ir?
Curso do Olavo
Se eu não estou muito enganada, em março desse ano começamos a fazer o curso online de Filosofia do prof. Olavo de Carvalho. Eu estava empolgadíssima pro curso começar, principalmente porque o Olavo nos disse que no primeiro ano focaria bastante sobre a formação do imaginário e sobre a vida intelectual. O curso está indo muito bem e a gente continua acompanhando toda semana.
Literatura Brasileira
Esse ano tem sido proveitoso pra mim em vários sentidos. Eu deixei de reclamar tanto da vida e passei a aproveitar melhor meu tempo. Ando lendo muito mais que no ano passado e isso tem me ajudado bastante. Desde junho eu estou me focando em Literatura Brasileira e estou gostando demais. Acho que eu subestimei a nossa literatura – porque eu nunca pensei que eu pudesse ler literatura brasileira e realmente gostar. Li Orígines Lessa, Lima Barreto, Graciliano Ramos e agora estou lendo José Lins do Rego. Fica a recomendação: Graciliano é excelente, principalmente Vidas Secas e São Bernardo. Do Zélins eu ainda não tenho muitas sugestões, mas a trilogia Menino de engenho / Doidinho / Banguê é imperdível.
Aumentando a biblioteca
Esse ano consegui comprar alguns livros muito bons, por um preço melhor ainda. Descobri a lojinha de livros usados que a biblioteca pública daqui tem e eu tenho encontrado muita coisa boa por lá. Os livros normalmente custam de 50 centavos a 3 dólares.
Aulas de inglês
Fugi das aulas. Bom, pelo menos na escola eu não vou mais. Me dá uma preguiça tão grande de pegar 2 ônibus de manhã cedinho pra poder chegar na aula e não ter nada de bom – a professora que eu gostava não dá mais aulas lá, então acabou a graça. Eventualmente eu vou nas aulas na biblioteca pública, que às vezes são boas mas no geral também é só conversação. Aula de conversação é assim: você chega lá, o professor te pergunta da sua semana, você conversa com os seus colegas e volta pra casa. Se é só pra conversar, eu ligo pras minhas amigas e pronto. Por esse motivo o meu inglês praticamente parou, não melhora e nem piora. Planos pro ano que vem:depois que o inverno acabar eu vou ver se arrumo alguém interessado em fazer um exchange – uma pessoa que queira aprender português me ajuda com inglês.O que eu preciso mesmo melhorar é minha escrita e pronúncia. Gramática em inglês é só estudar.
Academia
A vida de overweight person é realmente dura. Desde que eu fui pro Brasil eu tenho engordado demais e não descobri ainda o motivo. Não pode ser stress, então deve ser excesso de comida mesmo. Resolvi entrar na academia em Maio e estou tentando fazer exercícios pelo menos umas 3 vezes na semana. Eu participo de aulas de step e aeróbica, às vezes ando no stepper que a gente tem aqui em casa, e faço um monte de levantamento de garfo e faca. Até hoje não vi resultado, continuo engordando e a balança virou a minha inimiga número 1.
Primavera, Verão e Outono
Infelizmente eu não pude registrar as estações do ano. Minha câmera digital morreu no final do ano passado e até hoje não nos sobrou $$$tempo$$$ pra comprar outra. Mas vocês não perderam nada: a primavera foi sem graça, não fizemos nada de mais no verão e o outono nem foi tão bonito.
Ópera, ballet e concertos
Julio e eu caímos na real: estamos na cidade que tem uma das melhores faculdades de música do mundo e a gente não estava aproveitando devidamente. Demorou quase um ano pra gente ver que aqui a gente tem oportunidades excelentes pra assistir concertos e óperas de nível altíssimo por um preço muito baixo. E daí a gente começou a assistir algumas dessas coisas. Fomos num ballet excelente, o Lago dos Cisnes, acho que em maio, e foi bem legal mesmo. Nos últimos meses a gente tem assistido a algumas óperas – experiência muito interessante pra caipira aqui. Saio dessas coisas deslumbrada com tudo: com a música, com as roupas, com os cenários, com os dançarinos e cantores. Não tem nada que eu não gosto.
E, por último, Houston
Há rumores de que nós mudaremos para outra cidade porque o orientador do Julio pode conseguir emprego em outra universidade. Se isso acontecer vai ser outra experiência interessante, porque nós possivelmente nos mudaremos para Houston, Texas, uma cidade com 5 milhões de habitantes (e saindo de uma cidade de 70 mil, acho que há uma grande diferença no ambiente). O Julio está em Houston agora, visitando a universidade com alguns dos colegas dele. Vamos ver o que acontece, depois conto pra vocês.
That’s all, Folks!
Amanhã escrevo mais.
Obs: O botão de comentários agora fica lá em cima, abaixo do título do post.








