Ou pelo menos pretendo voltar a escrever no blog.
Beijos
Dia 14 fez iseis meses que eu estou aqui. E passou voando. Pelo jeito, os próximos 4 anos e meio vão passar no mesmo ritmo. Às vezes eu fico meio chateada porque não estou trabalhando nem (formalmente) estudando. Então eu tenho a impressão de que não estou fazendo muita coisa. Mas, pensando por outro lado – coisa que eu só consegui fazer depois que o Julio me disse isso várias vezes seguidas -, eu aproveitei muito mais o meu tempo nesses 6 meses aqui do que em 6 meses no Brasil. Tudo bem que lá eu tinha emprego e tal. Mas era só. Tinha meu dinheiro mas não sei se eu estava aprendendo alguma coisa. E não estava estudando praticamente nada. Aqui não ganho dinheiro, mas conheci gente de tudo quanto é lugar no mundo, diminuí um pouco do meu preconceito sobre os asiáticos e o meu inglês tá melhorando (em passos de tartaruga, mas tá). E estou aprendendo a ver melhor algumas coisas. No geral, é uma sensação engraçada porque eu me sinto tão mais burra aqui do que eu me sentia no Brasil, mas ao mesmo tempo mais inteligente porque eu estou começando a ver melhor como as coisas funcionam. Não deu pra entender, né? Sei lá.. hehe
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Só pra atualizar minha lista de países, colocando um pessoal novo que eu conheci e uns outros que eu esqueci de colocar na lista passada.
Taiwan – Eric e esposa
Colombia - Camilo e esposa
Chile – Daniela
Mali – Fatimata
Ucrania - Alexander
Venezuela - Gonzalo
* Fiquei tão emocionada quando conheci essa menina de Mali. Foi a primeira vez que conheci alguém da África.
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Nas minhas aulas de inglês, uns 95% dos alunos são asiáticos. Eu já to quase virando asiática. Só ando com asiático, só converso com asiático, vou pra aula com asiático, minhas amigas são asiáticas. Se brincar tô até começando a ficar com o olhinho puxado. hehe. No geral eles são gente boa. Tirando algumas (pequenas) diferenças culturais que às vezes me matam ou de rir ou de raiva durante as aulas, a gente convive bem. Eles são um pessoal mais quieto, na deles, que mantém uma certa distância de você e muito pouca intimidade. Mas isso até te conhecerem bem. Aí muda de figura.
Uma das minhas colegas de sala me convidou essa semana pra ir almoçar na casa dela: comida coreana. Das mais sem graças e meio resistente, acabei aceitando porque umas amigas minhas (também asiáticas) iriam. Então, na quarta-feira passada, saímos da aula de inglês e fomo todas pro apartamento dessa minha amiga – 6 asiáticas e eu.
Eu achei que ia assustar com a comida – porque eu sempre assusto -, mas correu tudo bem. Aliás, me duspreendeu bastante. Que comida boa. Diferente, mas MUITO gostosa. Comi camarão (que eu odeio e fazia uns 10 anos que eu não comia) e ostra, num tipo de omelete. Primeira vez que eu comi ostra. E dá até pra encarar bem.
Depois do super almoço e da super sobremesa nós ficamos conversando. Tinham coreanas, uma vietnamita e uma chinesa. E eu. Conversamos todos os assuntos que mulheres – não importa de qual lugar – normalmente conversam: casa, maridos/namorados, e mal dos outros. Deu pra perceber que algumas idéias realmente são universais… (qualquer dia escrevo sobre isso).
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Então… Hoje fomos num Festival de artes que acontece todo ano aqui em Bloomington. É um festival tradicional que acontece uma vez por ano e é bem famoso, com artistas daqui e de outos lugares.
Quando soube do festival já pensei na hora em ir lá pra ver como é que era. Mas eu estava imaginando um outro tipo de artesanato: alguns bordadinhos, pinturas em tecido, crochê, tricô. Mas é completamente diferente. Pra começar o festival é mais graúdo. O naipe dos artistas é outro. É mais profissional mesmo, com fotógrafos, pintores, escultores e tal. E tinham trabalhos realmente incríveis em tecido, madeira e cerâmica. Segundo. Como tinha coisa cara! E o pessoal comprava (eu vi gente comprando). É o tipo de coisa que é caro mas tem gente que compra porque reconhece o valor do trabalho dos artistas. Eu compraria, se não fosse quebrada.. haha
No geral, eu fiquei muito impressionada com o nível da feira – Como é que tem gente desse naipe aqui em Bloomington? hehehe. Aí embaixo estão algumas fotos que eu tirei.
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Pessoal desconhecido andando na feira, que estava entupida de gente.
Vasinhos coloridinhos e engraçadinhos – São feios, eu sei.

Julio de cabelo novo, desfrutando do calor insuportável de Bloomington.

Trabalhos em madeira – Isso aí foi uma das coisas que mais me chamou atenção. O artista tem muito bom gosto e as peças eram muito bem feitas, com um acabamento impecável. Na foto não dá pra ver direito, mas tem um quebra-cabeça em formato de Arca de Noé, todo de madeira. E as peças do quebra cabeça são vários animais diferentes, de tamanhos e formatos diferentes. Muito legal mesmo.

Essas aí foram outras peças que me chamaram a atenção. São quadros feitos com tecido, feltro, pedaços de linhas, lãs etc, em alto relevo, tridimensional. É muito, muito bonito mesmo. A artista é daqui de Bloomington.

Trabalhos em metal e eu e o Julio passando… (reparem no espelho)

E, por fim, Julio e eu com cara de cansada (acordei as 9 da madrugada!)

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O verão acabou, o outono chegou e os alunos da faculdade também. Aquele sossego que estava aqui nas férias finalmente chegou ao fim (Não sei direito o porque do “finalmente”, mas desconfio que eu andava meio entediada de não ver quase ninguém).
Segundo os moradores de Bloomington hoje é o pior dia do ano aqui na cidade. Não sei se é só por causa do trânsito – muito pior que o de São Paulo na hora do rush (e eu não estou exagerando) - ou se é pela bagunça que a cidade fica. Os nativos já estão acostumado com os alunos da IU e o movimento em geral, mas eles (os alunos) chegam aqui parecendo que estão possuídos. haha
Essa volta às aulas de faculdade americana é igual o que a gente vê em filme mesmo: Gente bonita andando pra todo lado; os novos alunos (conhecidos aqui como “freshmen”) chegando de mala e cuia; a família inteira reunida pra despedir do sujeito; aquela loucura pra todo lado; estudante que já está aqui fazendo festa na porta das casas e apartamentos; etc e tal. É tudo de bom se você é jovem, solteiro e adora farra (o que, considerando os 2 últimos itens, não é o meu caso).
No mais, estamos sobrevivendo. O calor infernal que nós esperamos chegar durante as férias não deu as caras, mas ouvi falar que o frio chega mês que vem.
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Assim, não gosto de Olimpíadas nem faço tanta questão de assistir partidas de futebol, mas considerando que eu tenho uma amiga argentina que ADORA esportes, a gente acaba assistindo jogos juntas – principalmente quando tem Brasil x Argentina. Hoje teve semi-final do futebol masculino, e como o jogo era as 9 da manhã, a gente gravou pra assistir de tarde (e todo mundo combinou de não procurar saber dos resultados previamente). Comemos pizza e assistimos o jogo, com a argentina berrando cada vez que os azulzinhos pegavam a bola. Eu já sabia do resultado, tinham me contado de manhã. Mas não mudou nada até de tarde. Continuou 3 a 0, duas expulsões e o Brasil se lascando. Agora vou torcer pra Nigéria no final.
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Drive-in é aquele tipo de cinema que fica em lugar aberto, que você vai de carro, para o carro de frente pra tela e assiste o filme, de dentro do carro mesmo. O som você pode ouvir no rádio do carro (sintonizando uma determinada frequência) ou você pode ouvir numas caixinhas de som que tem no próprio lugar. Acho que isso foi muito popular aqui, tenho a impressão de que lá pela década de 40 ou 50, não sei direito. Hoje em dia ainda têm uns poucos drive-in espalhado pelo país, que funcionam na primavera e no verão.
Ontem fomos num desses cinemas drive-in, com a Abby e o namorado dela. Saímos daqui as 7 da tarde e chegamos lá por volta das 7:40. Eles costumam passar 2 filmes (ontem era 3) e não tem hora pra começar: tudo depende do pôr-do-sol (Aqui o sol se põe depois das 9, 9:30 da noite). Chegamos lá, saímos do carro, estendemos uma colcha grande no chão e fizemos um piquenique, comendo e jogando baralho. E depois ficamos assistindo o filme deitados na colcha mesmo.
O som não é lá essas coisas – principalmente no meu caso, que não sei inglês direito. Tem criança corredno pra todo lado, brincando com bola, com cachorro. Além disso, você tem a grande chance de encontrar vida animal selvagem, já que o cinema é no meio do mato. (A gente viu uns Racoons, um bicho esquisito/bonitinho que tem aqui, correndo no meio do povo e dos carros). Vale a pena ir pela experiência, que é legitimamente americana. Pra ver filme mesmo, é melhor ficar em casa, assistindo no sofá da sala e pausando toda vez que você quiser fazer um lanchinho ou ir no banheiro..
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Antes de chegar aqui eu fui avisada de que tinham muitos estrangeiros morando na cidade. Tudo bem, dá pra entender por causa da faculdade e tal. Mas quando eu cheguei, nunca imaginei que eu iria ter tanto contato com gente de outros países, outras culturas. Isso foi o que mais me surpreendeu porque eu pensei que nós íamos acabar ficando mais próximos dos brasileiros – o que não aconteceu. Minha segunda alternativa era que, muito bem, não ficando próxima dos brasileiros eu poderia ficar mais próxima dos americanos – o que também não aconteceu, obviamente.
Então, o que aconteceu foi a terceira alternativa: eu fiquei mais próxima do resto. E o resto inclui gente de tudo quanto é lugar. E cada dia que passa tenho a oportunidade de conhecer mais gente e de mudar minha opinião sobre várias culturas. Minhas amigas mais próximas aqui são asiáticas e uma outra da Argentina. Mas eu conheci gente bacana de outros lugares também.
Taí a lista, que por acaso eu acho incrível. Tentei colocar os nomes que eu fui lembrando, mas tem nomes que são impossíveis de lembrar. COloquei só os nomes de países que eu cheguei a conversar direito com as pessoas e/ou que eu ainda tenho contato. Não sei se tá faltando país/gente, mas de acordo com que eu for ”atualizando” a lista, eu coloco aqui.
China – Kely Fan
Vietnã – Thanh, Toan, e mais
Coréia – Se eu for listar, dá nome demais. E outra, os nomes são todos muito parecidos.. hehe
Japão – Hagiko, Mieko e mais algumas
Mongólia – Munk
Irã – Parvin e Zorah
Kazaquistão – Margarita e filho
Uzbequistão – Raya
Argentina – Agustina
México – Maria
Costa Rica – Diana
Cuba – Mairelys
Romênia - esposa do Dragos
Holanda – Professor do Julio e esposa
Itália – Cláudia e marido
Índia – Shiva
Indonésia – Melanie e marido
Afeganistão
Polônia – Nico, Maciej e esposa
E eu tenho quase certeza que conheço alguém da Turquia e da Tailândia, mas não estou lembrando direito.
[ E, claro, eu conheci gente aqui do Brasil sil sil e dos Estados Unidos, lógico. ]
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Pois é, depois de tentar plantar cebolinha e salsinha (e de todas as tentativas terem falhado) nós compramos umas mudas e plantamos num vaso, que a gente deixa na janela.

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